quarta-feira, 17 de abril de 2013

Vida Loka Cabulosa

Hoje, no Facebook, postei uma frase de um tema que me deixa no mínimo intrigado: “hoje em dia é tão comum ser Vida Loka, que se você tenta ser correto, pode se considerar um rebelde”. Enfim, o que é ser Vida Loka?

A realidade dos dias atuais reflete talvez um novo padrão de comportamento e postura, não somente do povão – aquela massa de gente, oficialmente denominadas classes D e E –, mas também do High Society e dos nossos amigos da classe média. Apesar de eu não ser tão velho assim, via quando criança uma repulsa, principalmente de quem me liderava, aos atos “imorais e politicamente incorretos”. Um comportamento exemplar ainda rendia elogios e preenchia a cabeça de quem não via num péssimo proceder um belo futuro ou um status social.

É de praxe de alguns velhinhos ranzinzas dizerem “não se dá mais ‘bom dia’, ‘com licença’, ‘obrigado’, não se abre mais porta de carro pra a moça entrar”, mas isso é o de menos hoje. Até alguns se preocupam com isso, mas a essência de um tratamento cordial se dá na preocupação com o outro. Já é “certo” pisar na cabeça de outro no trabalho pra crescer na empresa. Mentir então, nem se fala.. Como funcionário público que sou, sei como é e assumo que até pra mim se tornou normal “contornar” algumas situações, afinal, “todo mundo faz”...

Trânsito é uma guerra entre motoristas, pedestres, motoqueiros (que parecem não ser motoristas) e agentes de trânsito, que tem como meta atrapalhar (e multar) mais do que ajudar. Escola é uma guerra entre professores, alunos, funcionários e pais. Aliás, desconsidera a palavra pais, porque só seria uma guerra se eles estivessem presentes na vida escolar dos filhos... Palavrão e gritaria na sala de aula, crianças dançando e namorando ao som de músicas com conteúdo sexual de dar inveja ao Prince, desrespeito e insubordinação aos professores hoje são aplaudidos de pé e incentivados pelos próprios responsáveis, cuidando e criando futuros irresponsáveis.

Bem, o que dizer das baladinhas, baladões, heaves, e até festinhas de criança regadas a litros de cerveja, chopps e outras variações. “Beber é normal! E essa vodka gelada com limão aqui, até criança toma...” Pegar todas, ficar, trair, humilhar, rebaixar e rebaixar-se. “Mó vibe! Ninguém é de ninguém!” Todo mundo com todo mundo e ao mesmo tempo todo mundo sozinho. Que coisa, não?!

Ah, e os Vida Loka? Bem, parece que todo mundo virou um, pelo menos quase. Ser “do mal” é legal, e real e é comum. Felicidade instantânea, porém sem futuro. Mas já que Vida Loka constitui alguém que foge dos padrões impostos pela sociedade, eis, os antigos “certinhos” podem ser renomeados. A educação rígida e bem fundada dos pais, ou a própria consciência de respeito e união, ou a verdade reclassificada como religião, e outros fatores raros, formam a classe rebelde da sociedade atual, os novos Vida Loka.

A fita é essa... Cabuloso, né?


Texto escrito em atividade da disciplina de Leitura e Produção de Texto,
do Curso de Produção Multimídia, na UNISANTA.
Setembro de 2012.

Novo Documento em Branco


A página branca. Eu. A página branca. Eu. O debate. A mente vazia de um dia rotineiro cansativo, pega de surpresa com um exercício que faz pensar diferente.

Segundo parágrafo. O pensamento começa a andar, mas esbarra na falta de algo extraordinário para dizer, ou melhor, escrever, somado a constantes erros de digitação e tropeçadas no teclado comunitariamente empoeirado. Guerra do Shift e Caps Lock. Backspace como uma metralhadora branda. Parada para retornar e acrescentar trechos e apostos, para tornar mais vivo e interessante o texto, ou senão somente enxertar o parágrafo, para que não fique tão curto quanto o anterior. Realmente está difícil.

Vista cansada. Cansada por serviços constantes em frente a telas de vários formatos, dimensões, resoluções, matérias-primas. Objetivos e propósitos muito diferentes. Agora, minha retina gasta os últimos quadros capturados numa tela desregulada, com baixa atualização de quadros, com um branco tão branco que mais parece sabão em pó diluído em leite. Talvez essa seja a única comparação disponível no vasto banco de dados do meu hipocampo. Arquivos inacessíveis por falta de energia para a transferência. Muito cansado pra pensar.

O que seria de mim se não fosse a bendita ferramenta de correção no programa de edição de textos. Pensar está difícil, quanto mais pelos defeituosos períodos escolares vividos. Mesmo sendo o primeiro da sala no primário, ou Fund I para os íntimos e modernos, acabei por ser contaminado pela linguagem informal oculta sob o desinteresse de alguns professores, a falta de investimento em educação pelos engravatados, e pelo incentivo deturpado e, muitas vezes, inexistente, dos pais e familiares quanto à aplicação e concentração de seus pequenos rebentos aos estudos. Talvez esse último “a” craseado fosse um diferencial pra mim, claro, se houvessem entrevistas de emprego para crianças de 10 anos.

Alterei a fonte da página. Arial dificulta a leitura, quanto mais em telas de tubo que parecem lâmpadas fluorescentes piscando à frente dos seus olhos entreabertos. Além de professores de design com cabelos encaracolados e que gostam de roupas que contrastam entre si não preferirem o tal Arial.

Times New Roman. Difícil de escrever, pra quem teve que, nas aulas de Inglês, partir em 5 séries seguidas do tradicional e simplório verbo “To be”. Pinceladas de Simple Present. To be or to be: This is the education in Brazil.


Tahoma! Enfim uma fonte que eu amo de paixão, e que me faz disparar na frase escrita, tamanha minha admiração e alegria com estas letras belas e formosas... Letras que me acompanham em quase todas as produções que faço, seja vídeo, foto, texto... Até a tal rede social é feita em Tahoma! Feliz estou! Seriam todas essas questões incluídas na escolha se a prioridade disso tudo não fosse somente encontrar uma formatação grande o suficiente para atender à exigência do exercício proposto. Duas páginas. Duas páginas!

Creio que cheguei ao limite de minha felicidade contida, temporária e condicional, fechando as últimas linhas de uma história boa talvez para nota, mas quem sabe também para algo além. Preciso entregar isso. Salvar antes que dê pau.


Texto escrito em atividade da disciplina de Leitura e Produção de Texto,
do Curso de Produção Multimídia, na UNISANTA.
Setembro de 2012.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Rádio Conexão Crazy - A Sua Rádio Virtual On-Line!


Atenção meus caros colegas, conhecidos e desconhecidos da web!!!


Querem ouvir uma rádio que toca somente o que você gosta de ouvir???


Então você já sabe pra onde ir...





http://www.radioconexaocrazy.webs.com/

Ouçam a programação que tem como locutores Eu (!), meu querido amigo Elissan, ou DJ San, e Bryan Vitor, ou DJ Ryan...

Escutem sem moderação...

domingo, 4 de maio de 2008

Olha a Nova Música Clássica Aí, Gente!!!

A maioria das pessoas que vêem de fora o trabalho que envolve o estudo dum conservatório, imaginam que lá só se toca músicas extremamente clássica... E o pior é que elas tem um pouco de razão (!).
Peças (músicas) de compositores clássicos, como Beethoven, Mozart, Chopin (não é uma cervejinha, é Chopân), Burgmüller, Villa-Lobos, etc., são muito mais que comuns numa escola musical dessa categoria. Músicas, em geral, consideradas hoje lentas demais, ou complexas demais. Isso, infelizmente, acaba distanciando alunos, futuros alunos, e espectadores dos auditórios, salões e platéias desses conservatórios e demais locais.
O mundo de hoje é muito diferente do que a 50, 100, 200 anos atrás, principalmente no aspecto musical. Antigamente, o povo era mais sereno, calmo, pacato, suportando uma música mais lenta, e sem se preocupar com compassos marcados, assim ouvindo músicas um pouco mais complicadas... Porém hoje, o mundo é mais corrido, rápido, agitado, requerendo músicas com mais ritmos marcados e fortes, ou pelo menos fáceis de serem "digeridos" pelos ouvidos ouvintes (afffe....).
Para a sorte da música em si, e de seus escutadores, a música está se adaptando aos novos tempos. Novas composições trazem mais alegria, ou não, mas de um jeito moderno que envolve demais o novo povo. Até mesmo músicas clássicas antigas, que já foram temas de desenhos animados -- como Lónei Tunes, Tom e Jéuri, etc. --, filmes -- Estar Uórs, Parque dos Dinossauros, etc. -- e outras vinhetas clássicas, como toques clássicos de celular, estão voltando com força total, chamando todos "de volta" à cadeira do auditório.
No Conservatório de Cubatão, ou melhor, Escola Técnica de Música e Dança 'Ivanildo Rebouças da Silva', os professores mais renomados e famosos estão fazendo a sua parte, influenciando todos os outros professores, direção e coordenação. Prof. Alexandre, regente da Banda Marcial Municipal, traz forrós e outras músicas popularmente famosas ao seu Coral Básico, trazendo os alunos de volta ás aulas. Prof. Célio, com músicas de impacto no Coral Técnico e criando um grupo só de violões, o "Plugados". Prof. Olavo, ex-maestro da Banda Sinfônica de Cubatão, e Prof. Cléber unindo o Sax, Piano, e outros instrumentos, como até, contraditoriamente, bateria, e com Cléber trazendo músicas antigas superconhecidas e até um tanto engraçadas...
Nada melhor do que nós, músicos, e todos os espectadores e prestigiadores do nosso trabalho e esforço, "perderem o medo" e ouvirem uma música de real qualidade, sem que isso não seja uma "sessão de tortura", mas sim um ótimo divertimento e aprendizado.

domingo, 13 de abril de 2008

Só Faltava Essa (, Ou Melhor) Esse...

Todos que me conhecem, sendo pelos apelidos (Rosca, MC Sapão, Wolverine, Gustavo II, Marrom Bombom, etc), sendo pelo nome e sobrenome italianíssimo meu, sabem da minha irreverência, alegria e descontração que possuo -- apesar de alguns fatos isolados, avulsos...
Pra você que felizmente está lendo isso, você pode estar pensando: "só faltava essa... O Rosca com blógue..."
Mas é a única que faltava mesmo, pois até Fotológue eu fiz... lol
Esse blógue se encaixa perfeitamente à minha vida, pois gosto muito mais de passar tudo pro papel do que passar pro gogó, pra fala.
Como meu primeiro discurso redigido, espero que gostem do que escreverei nos próximos dias, meses e anos, pois o que num falta é assunto... Mas se acabar, eu sei muito bem o que se faz depois disso...
Comentem, por favor, e deixem sugestões de assuntos. Assim, o pouco que sei se junta com o pouco seu, o pouco de outros... E assim todos acabam sabendo muito mais.
Abraços pra quem leu...
Farô!!!